Arteterapia e construção

Queridxs, nesse vídeo falo sobre a atividade de construção na Arteterapia utilizando garrafa de vidro, tecido, massa de modelar e areia colorida.
Confiram:
https://diariodaarteterapia.wordpress.com/2018/08/11/arteterapia-e-construcao/

Diário da Arteterapia

Queridxs, nesse vídeo falo sobre a atividade de construção na Arteterapia utilizando garrafa de vidro, tecido, massa de modelar e areia colorida.

Confiram:

Ver o post original

Anúncios

Inútil mortal

carvalho

Sob a influência de inúmeras reflexões sobre o que vim fazer nessa existência, ao ler O homem e seus símbolos, de Carl Jung, encontrei esta preciosidade:

“Um carpinteiro nômade chamado Stone viu, no decorrer das suas viagens, em um campo próximo de um altar rústico, um velho e gigantesco carvalho. Disse a seu aprendiz que admirava o carvalho: “Esta árvore não tem qualquer utilidade. Se quiséssemos fazer um barco com sua madeira, ele logo apodreceria; se quiséssemos usá-la para ferramentas, elas logo se quebrariam. Para nada serve esta árvore, por isso chegou a ficar assim tão velha.”

Mas naquela mesma noite, numa hospedaria, o velho carvalho apareceu em sonhos ao carpinteiro e disse-lhe: “Por que você me compara às árvores cultivadas, como o pilriteiro, a pereira, a laranjeira, a macieira e todas as árvores frutíferas? Antes de amadurecerem os seus frutos, as pessoas já as atacam e violentam, quebrando-lhes os galhos e arrancando-lhes os ramos. As dádivas que trazem só lhe acarretam o mal, impedindo-as de ver integralmente, até o fim, a sua existência natural. É o que acontece em todos os lugares; por isso esforço-me há tanto tempo para permanecer completamente inútil. Pobre mortal! Crês que se eu tivesse servido para alguma coisa teria chegado a essa altura? Além disso, tu e eu somo ambas criaturas; então como pode uma criatura erigir-se em juiz de outra? Inútil mortal, que sabes a respeito da utilidade das árvores?”

O carpinteiro acordou e pôs-se a meditar sobre o sonho. mais tarde, quando o aprendiz perguntou-lhe porque só havia aquela árvore a proteger o altar rústico, respondeu-lhe: “Cala-te! Não falemos mais nisso! A árvore nasceu aqui propositadamente, porque em qualquer outro lugar seria maltratada. Se não fosse a árvore do altar rústico, talvez já a tivessem derrubado” (Chuang-Tzu)

E complementa: “O carpinteiro (…) verificou simplesmente que realizar seu destino é o maior empreendimento do homem e que o nosso utilitarismo deve ceder às exigências da nossa psique inconsciente”.

Li em algum lugar que ter uma vida normal é um luxo destinado a poucos. Queremos ser especiais, construir algo que vai impactar a sociedade, ter um dom extraordinário, o que não significa alcançar a felicidade. Paz interior e amor próprio é que deve ser entendido como uma conquista espetacular e que a vida que levamos é a que precisamos para a nossa evolução, ou individuação, como Jung diria, e que isso deve bastar. Claro que queremos mais e isso não é um problema quando não nos subjugamos a ele.

O caminho do autoconhecimento é, por si só, uma aventura fantástica. Quando conseguimos vencer uma atitude limitante, o prazer que disso resulta é um dos mais gratificantes, porque vem da alma, e tudo que é da alma subsiste, nos fortalece e nos deixa mais felizes.

Podemos ser uma árvore inútil aos olhos da sociedade e estar tudo bem. Obrigada, Chuang-Tzu.

por Claudia Isadora Fernandes de Oliveira

 

Redação dos 39

Redação dos 39 anos

Ao chegar perto dos 40 anos, algumas reflexões surgiram em minha cabeça: O que é que estou fazendo da minha vida? Estou apenas pagando conta? Será que estou aproveitando a minha existência como deve ser? “To be or not to be”. “Ó céus, ó vida”.

Compreendo bem mais agora do que antes. Hoje, sou muito mais tranquila e levo na mansidão na maior parte das vezes o que me acontece. Porém, isso não quis dizer santidade nem que eu realizei todos os meus sonhos, como, por exemplo, o de namorar o homem da minha vida, casar e ter filhos. Numa perspectiva biológica, sei que as chances de engravidar estão diminuindo. Sei que dá para adotar e eu entrei na fila de adoção. Há umas 2 semanas a psicóloga do Fórum me ligou: um bebê de 9 meses, mãe dependente química, com problemas de saúdes consideráveis. Ela perguntou se eu queria conhecer. Tremi. Procurei minha psicóloga. Chorei. Cheguei à conclusão de que, nesse momento, morando sozinha, sem rede de apoio, apenas uma fonte de renda, mesmo tendo amor para dar, não tenho condições psicológicas e materiais ainda de assumir uma tarefa tão grande. Não conheci a criança e liberei a psicóloga do Fórum para procurar uma família mais estruturada, que dê tudo o que essa criança precisa. Pensei, pensei e saí da fila.

A experiência me mostrou que, mesmo se a criança fosse saudável, não consigo, ou melhor: não quero ser mãe nessas condições. Percebi que quero uma pessoa ao meu lado para embarcar nessa aventura de criar um ser, biológico ou não.

Na atual circunstância, faço coisas que me preenchem, como pós em arteterapia, piano, dança do ventre. Ainda não é tudo, ainda não cheguei ao meu porto seguro. E qual é ou onde está ele?

Vivi os últimos 16 anos sozinha. A vida me trouxe esse desafio. Não foi o que tinha sonhado para mim, mas aconteceu assim. Acredito hoje que meu espírito precisava dessa experiência. Vim nessa reencarnação para aprimorar meu autoconhecimento, minha evolução espiritual. Como o que acontece com outras pessoas na mesma situação, a caminhada foi solitária, na maior parte das vezes. Claro que não adquiri total sabedoria sobre tudo. Falta-me muito. As crises vieram e virão. Passei e vou passar por elas com mais elegância, no mínimo. Eu espero.

Tenho minhas fantasias. Gostaria de ter um dom extraordinário para a música, saber compor, me sustentar com isso, me dedicar inteiramente às artes, viver em outro país. Será esse o meu caminho?

Não quero passar a próxima década reclamando do meu serviço, das minhas frustrações amorosas para minha psicóloga. Nem eu nem ela merecemos. Ou também sonhar com algo muito longe da minha realidade.

“Precisamos florescer onde Deus nos plantou”. Haroldo Dutra, palestrante espírita, fala sobre a reforma íntima, “não espere o jardim ideal”, continua dizendo. Para mim, o jardim perfeito seria em Londres, não em Guarulhos. Mas como? Não tenho passaporte vermelho. Ficar ilegal não está nos meus planos. Trabalhar como faxineira tampouco minha coluna permitirá.

Em Guarulhos, sou funcionária pública há 16 anos, fazendo a mesma coisa pelo mesmo tanto de tempo. Tenho estabilidade, mas não motivação. Talvez eu reclame de barriga cheia dentro da realidade brasileira, onde várias pessoas não tem emprego. É a costumeira insatisfação do ser humano de não estar contente com o que lhe acontece, aquela vontade de ter uma vida grande e não monótona? “O que desejas talvez não seja o que precisas”, ditado que martela minha cabeça.

Tive má-vontade de criar vínculo nessa terra que não foi a minha primeira opção? Tive. Confesso. E devo confessar também que foi a única opção, o único local que eu consegui passar num concurso. Talvez seja  mesmo o único lugar que o meu espírito mereça ou que precisa para florescer, como diria o fofo do Haroldo. Ou não, vai que tudo mude? Eita espírito rebelde.

Não sei responder ainda a essas inúmeras perguntas que me atordoam, a única coisa que vou fazer é não reclamar. Não vai ser tarefa fácil, porque é o que mais tenho feito, para desenraizar do meu hábito precisarei fazer uma macro cirurgia, tipo transplante mesmo.

E até agora não tem sido fácil. A vida é difícil, pois é!, não viemos a passeio. Estamos aqui para evoluir e não para satisfazer paixões e desejos, pois é!, mas continuarei comendo chocolate.

Uma certeza eu tenho: eu gosto de estudar e ajudar outras pessoas. Vou investir nisso, aliás, continuar investindo. É o que levamos daqui. Se sou espírita praticante, tenho que me importar com o que realmente é essencial.

A minha meta não vai mais ser em cima de conquistar uma pessoa ou parir. Vou desviar o foco, porque, afinal de contas, não tem dado certo. Terá sido uma cegueira minha? Ou o meu caminho para a luz? Continuei caminhando, procurando soluções, evoluí no fim, mesmo não tendo aquilo que eu desejava. Ah, foi o que foi. A questão agora é ajustar as velas.

Outra coisa que quero é a verdadeira comunhão com Deus, estar una com Ele, entender seus desígnios e estar em paz com o que Ele quer para mim. Deixar Ele assumir o leme.

Acho que agora realmente cheguei a uma resposta.

por Claudia Isadora Fernandes de Oliveira

Vaivém louco no fundo do poço

Tenho feito um vaivém louco no fundo do poço ultimamente. Devo estar vivendo a jornada da heroína’. Agora é o momento do conflito, da busca da fé. Só pode.
Semana passada, o ciático muito carente quis atenção e uma dor desgramenta’ se fez presente. Pelos efeitos colaterais, resolvi jogar para o alto a prescrição médica e comecei a me alongar. Numa noite, lendo o livro Harpas Eternas, v. III, na parte em que Jesus endireita a coluna de um corcunda, pedi a ele que curasse meu ciático. No dia seguinte, não sentia mais dor.
Ontem, iria começar o estágio em Arteterapia, e, em cima da hora, soube que não poderia fazê-lo no local que havia contatado previamente, há uns 2 meses mais ou menos. Puxado o tapete, desabei no choro. Contei o que ocorrera e uma amiga me ofereceu para fazer as sessões de arteterapia o seu consultório de psicologia, pois naquele horário ela não estaria e iria ficar desocupado mesmo….
Sei que os umbralinos ficam à espreita, mas tem muito mais anjos a minha volta, encarnados e desencarnados.
Hoje consigo ver o amparo que há nas situações de fundo do poço. E já não me preocupo: daqui a pouco chega a resolução do conflito, por terra ou além.delicate-arch-night-stars-landscape.jpg

sobre o dia 07 de abril de 2018

Sobre hoje:
Não gosto de entrar em contendas políticas, mas hoje particularmente está cansativo. Acredito na justiça divina mais do que a humana. Confio mais no tempo para trazer a verdade do que a mídia.
Peguei um taxista que colocou numa rádio em que o locutor falava no ápice de sua catarse em cima do bode expiatório predileto: “é criminoso, é criminoso, é psicopata, não sou psiquiatra, mas é…” E isso e aquilo. Não concordar ou concordar, isso faz parte da democracia, mas incitar à ira é insanidade. O que vai mudar o nosso país somos nós, o povo. Principalmente, quando aprendermos a usar para o bem a nossa liberdade e respeitarmos o próximo. De que adianta malhar o Judas? Vai mudar a sua realidade? Você sendo um cidadão digno, não violento, que cumpre com as suas obrigações e promove o bom convívio faz muito mais do que esse culto ao ódio.
Nesse dia tão peculiar, faça diferente: fale de coisas boas. Alimentar essa energia negativa só desgasta e não resolve nada. A solução vem quando estamos em paz.
E que a paz reine nesse país. Nós, brasileiros, estamos precisados, mais do que nunca.

pexels-photo-207962.jpeg

Meu primeiro solo. Yearning

Custou para sair. Com o incentivo da professora Cilene Narin e o apoio das minhas colegas, tomei coragem e fiz o meu primeiro solo de dança do ventre. E não é que eu gostei? Foi uma entrega total, algo até místico. Me senti poderosa. Já estou matutando o meu próximo solo hehehe

Confira aí o vídeo:

 

 

dança do ventre.jpg

 

Frente ao caos

ESTUDO DA MEDIUNIDADE

Mensagem de um amigo protetor:

” Não esqueçais que o que vem de dentro é o mais importante que todas as ações. Eu diria que a não-ação consciente é a mais poderosa forma de agir.

Avança-te nos caminhos ocultos da mansidão diária. Esforça-te para achar o equilíbrio, o meio termo e tudo o mais lhe será concedido.

Ainda não há condições de melhoras específicas em relação a X. A própria doença é um bálsamo. Lembra-te de que para tudo há um porquê de existir. Às vezes, estando na terra não é fácil distinguir e descobrir as causas. Mas está tudo certo como deve ser por mais caótico que a situação esteja.

Não lamentais, não vos afligis: isso só vem a piorar. Tranquiliza-te que o futuro será mais tranquilo. Nada do que passais está aquém das suas forças.

Seja forte e sábia.

Aguerrida sem se machucar.

A tempestade vem para acalmar…

Ver o post original 48 mais palavras