Quando vem a cólica…

Quando vem a cólica… Vem a irritação, dá vontade de fazer justiça com as próprias mãos, falar a verdade na cara e também pedir clamor aos céus para as minhas provações. Digo ao altíssimo que já chega, paguei o suficiente pelos meus erros passados, ficou o aprendizado e pronto. Vem a náusea, a pele meio amarelada, o desânimo, as dores nas pernas e tenho que ir trabalhar, pois médico normalmente não dá atestado para “problemas de mulher”, mas ficamos num estado em que o raciocínio congela devido à dor do útero em erupção. Tenho endometriose. Descobri há pouco tempo. A médica me receitou um remédio com vários efeitos colaterais, podendo vir a ter trombose. Claro que não tomei, não vou me arriscar, a médica está louca? Não é possível que com o avanço da medicina hoje, em que robôs podem fazer uma cirurgia, não criaram um tratamento sem muitos riscos para uma questão tão comum nas mulheres, infelizmente, hoje em dia. Não me conformo. Vou atrás da homeopatia, tratamentos espirituais, continuar na reza e na terapia para tentar entender a minha psiquê e seus porquês e ei de chegar ao fim da cólica. Ser mulher não é para amador.

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Estou na Bienal do Livro de Guarulhos!

 

Gente, estarei na Bienal do Livro de Guarulhos, na seção autores independentes, dia 01, sábado agora, às 11 h, no auditório 3- Dom Quixote, com meus livros filhotes: Alatina, a gênia moderna (infantojuvenil), Da Anestesia às Canções (e-book, drama adulto), A Verdade em Marcha (e-book, drama adulto), Eu Fui um Soldado Nazista na Reencarnação Passada (e-book, drama adulto). Espero vocês lá!!!
BIENAL DO LIVRO DE GUARULHOS
Parque Linear Transguarulhense
Avenida Transguarulhense, 100 – Parque Continental – Guarulhos/SP
Entrada Gratuita

 

 

link da Amazon para comprar os e-books:

reencarnação, nazistas, bozo

Uma vez ao procurar referencias para o meu livro “Eu fui um nazista na reencarnação passada” encontrei na internet um chat no yahoo com pessoas que se lembravam de serem nazistas, que agora reencarnadas no Brasil diziam que sentiam saudades, que queriam o III Reich, que perderam por pouco, a pureza da raça, mas não conseguiam voltar para a Alemanha, tentavam ter um passaporte europeu, mas “nunca dava certo.” Uma disse que não conseguia nem entrar para a polícia, seu sonho, porque sempre “dava um problema” quando ia prestar a prova. Outras amargavam o que fizeram, dizendo que tinham síndrome do pânico, depressão, sentiam muito remorso, que estavam no Brasil como uma expiação de suas ações no passado, elas sentiam-se exiladas aqui. Hoje vendo os seguidores do Bozo acredito que essa identificação de alguns (não TODOS) contumaz possa ser uma reminiscência e uma vontade de voltar ao passado nazista, agora de judeu passa para homossexuais, negros, mulheres, a intolerância; a pregação de que a arma vai resolver seus problemas, o extermínio: o discurso não vai muito longe do passado.

https://www.amazon.com.br/s?k=eu+fui+um+soldado+nazista+na+reencarna%C3%A7%C3%A3o+passada&__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&ref=nb_sb_noss

Arteterapia e escrita criativa

Arteterapia e escrita criativa

Diário da Arteterapia

olá, queridxs, tudo bem?

Nesse vídeo falo sobre Arteterapia e escrita criativa. Tópicos: O que é escrita criativa? Uso e funções na Arteterapia. Técnicas de escrita criativa. A jornada do herói.

Fontes: Linguagens e Materiais Expressivos em arteterapia: Uso, indicações e propriedades, Ângela Phillipini. Dicionário de simbolos, Chevalier. A jornada do heroi, Joseph Campbell. A jornada do escritor, Christopher Vogler.

por Claudia Isadora Fernandes de Oliveira

vídeo:

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Arteterapia, pintura, história da arte e Paul Cezanne

via Arteterapia, pintura, história da arte e Paulo Cezanne

 

Nesse vídeo, mostro a minha série de quadros da figura masculina ou animus, como diria Jung e também falo a respeito de um dos meus pintores favoritos Paul Cezanne. Fonte: livro Harpas eternas, Josefa Rosália Luque Alvarez e Cezanne, Ulrike Becks-Malorny.   https://www.youtube.com/watch?v=UA3HJBL8xMQ Blogs: http://diariodaarteterapia.wordpress; http://claudiaisadora.wordpress

Arteterapia e pintura

Queridxs, nesse vídeo falo sobre arteterapia e pintura, pintura espontanea, Susan Bello e libertaçao.https://www.youtube.com/watch?v=cRRrCwm_nPA&t=1s

Diário da Arteterapia

Queridxs, nesse vídeo falo sobre arteterapia e pintura, pintura espontanea,  Susan Bello e libertaçao. Fonte: livro Pintando a sua alma, Susan Bello.

Blogs: http://diariodaarteterapia.wordpress.comhttps://claudiaisadora.wordpress.com

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Arteterapia e construção

Queridxs, nesse vídeo falo sobre a atividade de construção na Arteterapia utilizando garrafa de vidro, tecido, massa de modelar e areia colorida.
Confiram:
https://diariodaarteterapia.wordpress.com/2018/08/11/arteterapia-e-construcao/

Diário da Arteterapia

Queridxs, nesse vídeo falo sobre a atividade de construção na Arteterapia utilizando garrafa de vidro, tecido, massa de modelar e areia colorida.

Confiram:

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Inútil mortal

carvalho

Sob a influência de inúmeras reflexões sobre o que vim fazer nessa existência, ao ler O homem e seus símbolos, de Carl Jung, encontrei esta preciosidade:

“Um carpinteiro nômade chamado Stone viu, no decorrer das suas viagens, em um campo próximo de um altar rústico, um velho e gigantesco carvalho. Disse a seu aprendiz que admirava o carvalho: “Esta árvore não tem qualquer utilidade. Se quiséssemos fazer um barco com sua madeira, ele logo apodreceria; se quiséssemos usá-la para ferramentas, elas logo se quebrariam. Para nada serve esta árvore, por isso chegou a ficar assim tão velha.”

Mas naquela mesma noite, numa hospedaria, o velho carvalho apareceu em sonhos ao carpinteiro e disse-lhe: “Por que você me compara às árvores cultivadas, como o pilriteiro, a pereira, a laranjeira, a macieira e todas as árvores frutíferas? Antes de amadurecerem os seus frutos, as pessoas já as atacam e violentam, quebrando-lhes os galhos e arrancando-lhes os ramos. As dádivas que trazem só lhe acarretam o mal, impedindo-as de ver integralmente, até o fim, a sua existência natural. É o que acontece em todos os lugares; por isso esforço-me há tanto tempo para permanecer completamente inútil. Pobre mortal! Crês que se eu tivesse servido para alguma coisa teria chegado a essa altura? Além disso, tu e eu somo ambas criaturas; então como pode uma criatura erigir-se em juiz de outra? Inútil mortal, que sabes a respeito da utilidade das árvores?”

O carpinteiro acordou e pôs-se a meditar sobre o sonho. mais tarde, quando o aprendiz perguntou-lhe porque só havia aquela árvore a proteger o altar rústico, respondeu-lhe: “Cala-te! Não falemos mais nisso! A árvore nasceu aqui propositadamente, porque em qualquer outro lugar seria maltratada. Se não fosse a árvore do altar rústico, talvez já a tivessem derrubado” (Chuang-Tzu)

E complementa: “O carpinteiro (…) verificou simplesmente que realizar seu destino é o maior empreendimento do homem e que o nosso utilitarismo deve ceder às exigências da nossa psique inconsciente”.

Li em algum lugar que ter uma vida normal é um luxo destinado a poucos. Queremos ser especiais, construir algo que vai impactar a sociedade, ter um dom extraordinário, o que não significa alcançar a felicidade. Paz interior e amor próprio é que deve ser entendido como uma conquista espetacular e que a vida que levamos é a que precisamos para a nossa evolução, ou individuação, como Jung diria, e que isso deve bastar. Claro que queremos mais e isso não é um problema quando não nos subjugamos a ele.

O caminho do autoconhecimento é, por si só, uma aventura fantástica. Quando conseguimos vencer uma atitude limitante, o prazer que disso resulta é um dos mais gratificantes, porque vem da alma, e tudo que é da alma subsiste, nos fortalece e nos deixa mais felizes.

Podemos ser uma árvore inútil aos olhos da sociedade e estar tudo bem. Obrigada, Chuang-Tzu.

por Claudia Isadora Fernandes de Oliveira

 

Redação dos 39

Redação dos 39 anos

Ao chegar perto dos 40 anos, algumas reflexões surgiram em minha cabeça: O que é que estou fazendo da minha vida? Estou apenas pagando conta? Será que estou aproveitando a minha existência como deve ser? “To be or not to be”. “Ó céus, ó vida”.

Compreendo bem mais agora do que antes. Hoje, sou muito mais tranquila e levo na mansidão na maior parte das vezes o que me acontece. Porém, isso não quis dizer santidade nem que eu realizei todos os meus sonhos, como, por exemplo, o de namorar o homem da minha vida, casar e ter filhos. Numa perspectiva biológica, sei que as chances de engravidar estão diminuindo. Sei que dá para adotar e eu entrei na fila de adoção. Há umas 2 semanas a psicóloga do Fórum me ligou: um bebê de 9 meses, mãe dependente química, com problemas de saúdes consideráveis. Ela perguntou se eu queria conhecer. Tremi. Procurei minha psicóloga. Chorei. Cheguei à conclusão de que, nesse momento, morando sozinha, sem rede de apoio, apenas uma fonte de renda, mesmo tendo amor para dar, não tenho condições psicológicas e materiais ainda de assumir uma tarefa tão grande. Não conheci a criança e liberei a psicóloga do Fórum para procurar uma família mais estruturada, que dê tudo o que essa criança precisa. Pensei, pensei e saí da fila.

A experiência me mostrou que, mesmo se a criança fosse saudável, não consigo, ou melhor: não quero ser mãe nessas condições. Percebi que quero uma pessoa ao meu lado para embarcar nessa aventura de criar um ser, biológico ou não.

Na atual circunstância, faço coisas que me preenchem, como pós em arteterapia, piano, dança do ventre. Ainda não é tudo, ainda não cheguei ao meu porto seguro. E qual é ou onde está ele?

Vivi os últimos 16 anos sozinha. A vida me trouxe esse desafio. Não foi o que tinha sonhado para mim, mas aconteceu assim. Acredito hoje que meu espírito precisava dessa experiência. Vim nessa reencarnação para aprimorar meu autoconhecimento, minha evolução espiritual. Como o que acontece com outras pessoas na mesma situação, a caminhada foi solitária, na maior parte das vezes. Claro que não adquiri total sabedoria sobre tudo. Falta-me muito. As crises vieram e virão. Passei e vou passar por elas com mais elegância, no mínimo. Eu espero.

Tenho minhas fantasias. Gostaria de ter um dom extraordinário para a música, saber compor, me sustentar com isso, me dedicar inteiramente às artes, viver em outro país. Será esse o meu caminho?

Não quero passar a próxima década reclamando do meu serviço, das minhas frustrações amorosas para minha psicóloga. Nem eu nem ela merecemos. Ou também sonhar com algo muito longe da minha realidade.

“Precisamos florescer onde Deus nos plantou”. Haroldo Dutra, palestrante espírita, fala sobre a reforma íntima, “não espere o jardim ideal”, continua dizendo. Para mim, o jardim perfeito seria em Londres, não em Guarulhos. Mas como? Não tenho passaporte vermelho. Ficar ilegal não está nos meus planos. Trabalhar como faxineira tampouco minha coluna permitirá.

Em Guarulhos, sou funcionária pública há 16 anos, fazendo a mesma coisa pelo mesmo tanto de tempo. Tenho estabilidade, mas não motivação. Talvez eu reclame de barriga cheia dentro da realidade brasileira, onde várias pessoas não tem emprego. É a costumeira insatisfação do ser humano de não estar contente com o que lhe acontece, aquela vontade de ter uma vida grande e não monótona? “O que desejas talvez não seja o que precisas”, ditado que martela minha cabeça.

Tive má-vontade de criar vínculo nessa terra que não foi a minha primeira opção? Tive. Confesso. E devo confessar também que foi a única opção, o único local que eu consegui passar num concurso. Talvez seja  mesmo o único lugar que o meu espírito mereça ou que precisa para florescer, como diria o fofo do Haroldo. Ou não, vai que tudo mude? Eita espírito rebelde.

Não sei responder ainda a essas inúmeras perguntas que me atordoam, a única coisa que vou fazer é não reclamar. Não vai ser tarefa fácil, porque é o que mais tenho feito, para desenraizar do meu hábito precisarei fazer uma macro cirurgia, tipo transplante mesmo.

E até agora não tem sido fácil. A vida é difícil, pois é!, não viemos a passeio. Estamos aqui para evoluir e não para satisfazer paixões e desejos, pois é!, mas continuarei comendo chocolate.

Uma certeza eu tenho: eu gosto de estudar e ajudar outras pessoas. Vou investir nisso, aliás, continuar investindo. É o que levamos daqui. Se sou espírita praticante, tenho que me importar com o que realmente é essencial.

A minha meta não vai mais ser em cima de conquistar uma pessoa ou parir. Vou desviar o foco, porque, afinal de contas, não tem dado certo. Terá sido uma cegueira minha? Ou o meu caminho para a luz? Continuei caminhando, procurando soluções, evoluí no fim, mesmo não tendo aquilo que eu desejava. Ah, foi o que foi. A questão agora é ajustar as velas.

Outra coisa que quero é a verdadeira comunhão com Deus, estar una com Ele, entender seus desígnios e estar em paz com o que Ele quer para mim. Deixar Ele assumir o leme.

Acho que agora realmente cheguei a uma resposta.

por Claudia Isadora Fernandes de Oliveira