CMG contrata a empresa Steno do Brasil por 1 milhão de reais…

A Câmara Municipal de Guarulhos, no último dia 13 de maio de 2016, renovou o contrato com a empresa Steno do Brasil. O valor da contratação é de 1 milhão, 179 mil e 360 reais ao ano, ou seja, 98 mil e 280 reais por mês. Porém, no Diário Oficial, consta o valor por mês de aproximadamente 50 mil reais –  o nobre funcionário não soube dividir certo a conta, coitado.

Por que eu estou falando sobre isso? Sou taquígrafa há 14 anos. Devido a inúmeros desfalques no quadro de funcionários, pedimos em mais de uma década insistentemente concurso para taquigrafo para compor o setor, por demais desfalcado. A negativa constante pela Edilidade se pautava na falta de recursos financeiros. Masss, este ano, nos prometeram que haveria o preenchimento de pelo menos 4 vagas para taquígrafo em concurso público! O que aconteceu? Nada. Além de não terem cumprido com a promessa da abertura do ditame, dobraram o valor da contratação da Steno, que era de 500 mil no ano passado para 1 milhão de reais esse ano – mesmo a Casa Legislativa Guarulhense estando sem dinheiro, principalmente para abrir concurso para taquígrafo, esses vassalos! É o milagre da reprodução!

Por que a minha indignação?

Fatos: 1- A Steno na CMG faz o trabalho dos taquígrafos. 2- Os poucos taquígrafos que há na CMG são concursados. A lei diz que é uma prioridade do órgão público ter funcionário concursado e não terceirizado. Salvo melhor juízo, a CMG teria que abrir concurso público e não contratar uma empresa, ainda mais pelo valor abusivo de 1 milhão de reais, onerando os cofres públicos, já quase falidos, na cidade de Sucupira, quer dizer, Guarulhos.

Dinheiro esse, meus caros sucupiranos, ops, guarulhenses, vindo dos nossos bolsos. Uma cidade com tamanha desigualdade social, com tanta coisa a ser feita, seja na Saúde, na Educação, na Assistência Social, no Transporte, na Cultura, inúmeras demandas e o dinheiro público sendo utilizado para contratar uma empresa para fazer um serviço que já vem sendo feito com maestria por funcionários concursados, que mesmo com poucos trabalhadores e sendo desvalorizados constantemente, vem cumprindo sua função com galhardia. A única coisa que pedem é concurso público, mas o mesmo é achincalhado pela Casa, que deveria pleitear por uma administração eficiente, proba, enxuta e equânime.

Essa é a nossa querida Sucupira, digo, Guarulhos.

Como diria Odorico Paraguaçu, o Bem Amado: “Meu caro jornalista, isso me deixa bastantemente entristecido, com o coração afogado na deceptude e no desgosto”.

E eu acrescentaria: meus pêsames taquigráficos, Guarulhos.

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